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Transformações na Mata Atlântica de Santa Teresa 

Da Colonização à Conservação

Por Laudinéia Maria Rúdio – Fotos divulgação

Desde o início da colonização em 1500, as transformações na paisagem de Santa Teresa, ES, foram profundas. O que outrora era uma exuberante extensão de Mata Atlântica viu-se gradativamente transformada por desmatamentos intensivos. A exploração inicial focou na extração de madeiras nobres como o Pau-brasil, seguida pelo desmatamento para cultivo de cana-de-açúcar entre 1500 e 1632. Ao longo dos séculos, a devastação alcançou o litoral entre 1560 e 1800, enquanto o ciclo do café a partir de 1920 trouxe novos desafios à preservação ambiental.

Hoje, apesar dos impactos históricos, Santa Teresa preserva 14.012 hectares de Mata Atlântica, correspondendo a 20,51% da área original do município. Essa área equivale a mais de 18 mil vezes o tamanho de um campo de futebol. Esses remanescentes são importantes não apenas para a biodiversidade local, mas também para o equilíbrio climático global.

Contudo, os desafios persistem. O desmatamento ilegal, as queimadas, as carvoarias clandestinas e a construção de barragens sem licenciamento continuam a ameaçar essas áreas preciosas. É aqui que entra o papel fundamental do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), que tem implementado medidas como o Cadastro Ambiental Rural (CAR) obrigatório para todas as propriedades rurais. O CAR não apenas identifica áreas de vegetação nativa e reserva legal, mas também áreas que necessitam de recuperação.

Além disso, o licenciamento florestal através do Documento de Origem Florestal (DOF) e da Autorização de Exploração Florestal (AEF) assegura que a exploração de recursos naturais seja feita de forma sustentável e legal.

Como você pode colaborar?

Cada indivíduo pode contribuir para a conservação da Mata Atlântica:

  1. Consumo consciente: Opte por produtos certificados que garantam práticas sustentáveis de manejo florestal
  1. Educação ambiental: Conscientize-se e eduque outras pessoas sobre a importância da Mata Atlântica e da necessidade de sua preservação.
  2. Participação ativa: Apoie iniciativas locais de conservação, participe de mutirões de plantio e recuperação de áreas degradadas.
  3. Denúncia responsável: Denuncie atividades ilegais de desmatamento e exploração florestal através dos canais competentes.

Preservar a Mata Atlântica de Santa Teresa/ES é não apenas um dever ambiental, mas também uma garantia de um futuro sustentável para as gerações futuras. Cada pequena ação pode fazer uma grande diferença na proteção desse patrimônio natural tão precioso.

Laudineia Maria Neves Dias Rúdio

Integrante da equipe de Educação Sanitária e Ambiental – GEDUC do  Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo – IDAF.

 

Evandro Seixas Thome

Brasileiro, Tronco Aruake, Etnía Baré, nasceu em Manaus - AM em 1963, cursou filosofia no Colégio Salesiano Dom Bosco, foi legionário da Cruz Vermelha de 1987 a 2001, ocupando cargos de soldado, correspondente, terapeuta. Atualmente é técnico em gestão integrada de resíduos sólidos e Monitor ecologista pelo Observatório da Governança das Águas (OGA); Jornalista/editor do periódico mensal Santa Teresa Notícia (STN) em Santa Teresa-ES. Contatos pelo 27 99282-4408