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Matéria completa sobre o caso da professora a pedido dos internautas

Seixas Baré – Foto STN

O jornal STN no dia 27, deu voz à professora Catarina Bolonha que fez um apelo para que olhassem com amor para o seu caso.

O mote dos vídeos publicados no You Tube, Instagram e Facebook era o mesmo: Prefeitura nega direito a uma professora que sofreu um acidente de trabalho

Os vídeos explicam que há 1 ano e meio a professora teve uma convulsão traumática em decorrência de um incidente no trabalho que exercia como coordenadora da Escola Ethevaldo Damazio em março de 2024.

Sabemos apenas por fontes do executivo local que a defesa da prefeitura  nega o nexo de causa e entrou com recurso para não pagar a servidora. 

O vídeo do Instagram teve mais de 200 compartilhamentos e os internautas pedem mais informações sobre o caso. 

Solicitamos ao Advogado da professora, Alexsandro Rudio, a história dela, tendo em vista que o processo segue em segredo de justiça.

Prontamente o agente da Lei respondeu ao periódico, trazendo um texto descritivo e explicativo sobre o caso da professora Catarina Bolonha para a população de Santa Teresa ES.

“A autora é funcionária pública municipal, professora e coordenadora na Escola Municipal de Ensino Fundamental Ethevaldo Damazio, neste município e na Comarca de Santa Teresa-ES.

Há vários anos a autora vem sofrendo com muitos problemas no ambiente de trabalho, passando por diversas situações que

geraram e desencadearam problemas emocionais, físicos e psicológicos.

Diante de um cenário onde a profissional da educação vem sofrendo com várias situações negativas relacionadas ao seu

trabalho, a autora sofre com crises de pânico e chegou até mesmo a desmaiar,  com medo de retornar ao trabalho, além de desenvolver crises de ansiedade.

No dia 26 de março de 2024, a autora passou pela maior humilhação e pela experiência mais traumática de sua vida, em razão de

acidente de trabalho sofrido no ambiente escolar. Na referida data, a genitora de um aluno solicitou

agendamento de horário para atendimento com a pedagoga, no mesmo horário em que a autora (coordenadora) já possuía outro compromisso agendado. A genitora do aluno, então, passou a proferir diversas falas e ataques à autora, indicando suposições e inverdades de maneira totalmente diversa da realidade.

Após a autora encerrar seu compromisso e dirigir-se à reunião com a genitora do aluno, a genitora passou a fazer afirmações negativas contra a autora, que em razão da situação criada no ambiente de trabalho, a autora teve uma crise de ansiedade intensa, tendo uma alucinação, começado a tremer e desmaiado.

Devido à gravidade do quadro de saúde da autora, os demais funcionários da escola ligaram diretamente para o SAMU, sendo que a

parte autora teve episódio convulsivo, com liberação de esfincter urinário, sendo transportada pelo SAMU até o hospital da cidade, apresentando medo, angústia,nbatedeira no peito, sensação de falta de ar e sufocamento.

Conforme relatório médico, a autora deu entrada catatônica, não responsiva a chamados ou a dor, completamente fora de suas

capacidades físicais e mentais. Em decorrência do ataque e da situação de acidente de trabalho vivenciada na escola, além de todo o prejuízo emocional e psicológico, a autora teve crise convulsiva e perdeu a voz, com sequela gravíssima de gagueira.

Tudo isso gerado  interferência nas atividades cotidianas e compromete consubstancialmente a capacidade da autora de desenvolver

atividades laborativas, estando completamente incapaz e inapta para o trabalho,

tendo perda quase total de sua funcionalidade, conforme fazem prova todos os documentos em anexo.

Ou seja, a autora sofreu com crises de pânico e ansiedade em razão das condições de trabalho, culminando no fatídico episódio

de crise na escola, a autora está com uma sequela gravíssima, não conseguindo

se comunicar com qualquer pessoa . Ante o acidente de trabalho e as condições negativas do

ambiente de trabalho que ocasionaram uma sequência de prejuízos físicos, emocionais, psicológicos e morais à autora, tudo por responsabilidade do município requerido.

A autora, então, se encontra impossibilitada de exercer suas atividades de trabalho, tendo sido indeferido o requerimento de

auxílio-doença junto ao INSS, vez que a autora é aposentada. Entretanto, a renda da aposentadoria da autora não é

suficiente para sua subsistência, tanto que a autora viu-se obrigada a continuar e voltar a trabalhar para poder ter condições de vida um pouco melhores para si e sua família. Logo, é imperiosa a responsabilidade do município requerido, visto que por conta do acidente de trabalho sofrido no ambiente escolar, a autora se encontra inapta para exercer qualquer tipo de atividade Laborativa.

Tudo isso deixou a autora em situação complexa e depressiva, e está completamente sob amparo de terceiros para realização de

todas as suas necessidades cotidianas, como alimentação, afazeres pessoais, afazeres domésticos, comunicação e sobrevivência.

É possível observar que o constragimento e transtorno vividos pela autora são completamente evidentes, sendo ainda mais difícil sua

adaptação a esta nova realidade, ainda mais com a gravíssima sequela da gagueira.

O réu agiu com culpa quando, de forma equivocada, negligente e imprudente, em razão das condições negativas do ambiente de

trabalho, causou grande mal à autora, por sua culpa in vigilando .

Diante de tais informações, está claro nos autos, bem como na documentação em anexo, a ampla devastação causada na vida da

Autora, perdendo um dos bens mais preciosos na vida de qualquer pessoa, qual seja, sua capacidade emocional e psicológica, bem como com sequelas emocionais, físicas, psicológicas e morais para o resto de sua vida”.

Tentamos contato com a assessoria de comunicação da prefeitura, sem êxito, entramos em contato com o chefe do executivo através de telefone Whatsapp, mas não nos atendeu, deixamos mensagem com o direito de resposta.

 

Evandro Seixas Thome

Brasileiro, Tronco Aruake, Etnía Baré, nasceu em Manaus - AM em 1963, cursou filosofia no Colégio Salesiano Dom Bosco, foi legionário da Cruz Vermelha de 1987 a 2001, ocupando cargos de soldado, correspondente, terapeuta. Atualmente é técnico em gestão integrada de resíduos sólidos e Monitor ecologista pelo Observatório da Governança das Águas (OGA); Jornalista/editor do periódico mensal Santa Teresa Notícia (STN) em Santa Teresa-ES. Contatos pelo 27 99282-4408

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