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Insegurança Pública em Santa Teresa, de quem é a culpa?

Por Seixas Baré – Foto divulgação

O sentimento de insegurança vem crescendo exponencialmente em Santa Teresa, roubos de motos é comum e quase cotidiano, furtos a residências, depredação do patrimônio público. 

Para avaliar essa circunstância atual na terra dos colibris, o STN lança uma série de 3 matérias, (fora os artigos) sobre segurança pública. Vamos convidar os agentes de segurança para uma palinha, advogados, delegados e especialistas no assunto.

Já ocorreram várias audiências públicas em Santa Teresa com a finalidade de gerar medidas para combater a violência na cidade, muitas propostas formuladas, criação de Conselho de segurança e até promessa de videomonitoramento na cidade feita pelo prefeito e nunca cumprida. Começamos essa rodada ouvindo a população e os advogados, depois seguimos entrevistando outros agentes ligados à segurança pública. 

WhatsApp-Image-2025-09-04-at-11.52.50-195x300 Insegurança Pública em Santa Teresa, de quem é a culpa?

Insegurança Pública

Ultimamente em Santa Teresa têm crescido o número de furtos a residências, e o fato têm preocupado a população.

O professor aposentado Arnoldo Formentini diz que no caso de Santa Teresa não é difícil resolver. “A cidade é pequena, são jovens da cidade, fácil identificar, monitorar e ressocializar, não estamos falando de centenas, mas apenas de alguns jovens, os políticos têm que sair dos discursos e trabalhar o social e não ficar distribuindo cestas básicas, isso não resolve nada, o que resolve é acompanhamento”. Opina Formentini.

De acordo com o advogado Alexsandro Rudio, o envolvimento de jovens em situações de vulnerabilidade social em atividades ilícitas, como o caso de Santa Teresa, reflete questões estruturais, como a falta de acesso à educação de qualidade, à profissionalização e ao lazer. “É imprescindível que o Estado, em parceria com a sociedade civil, implemente políticas públicas eficazes para a prevenção desses atos, oferecendo alternativas que promovam o desenvolvimento integral dos adolescentes. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê, em seu artigo 112, medidas que podem ser aplicadas aos adolescentes infratores como: Advertência;  Obrigação de reparar o dano; Prestação de serviços à comunidade; Liberdade assistida; Inserção em regime de semiliberdade ou internação. A aplicação dessas medidas visa à responsabilização do adolescente, à sua reintegração social e à prevenção de reincidências”. Afirma Rudio.

Para o administrador e engenheiro Antônio Cochetto, a fraca educação, o relaxamento das leis punitivas e a ação política ideológica dos governantes colaboram para a criminalidade. 

“Nas últimas décadas, as leis atualizadas na direção do relaxamento das punições, como progressão de regime, saidinhas, audiência de custódia, descriminalização das drogas, polícia prende num dia e bandido está em liberdade no dia seguinte, todas essas medidas são favoráveis aos que cometem crimes. Como resultado, temos o aumento do índice de criminalidade no Brasil. Por outro lado, tudo é desfavorável para a polícia, mídia acusando policiais todos os dias. Podemos então imaginar que tudo isso, é devido à incompetência do Estado, ou um projeto ideológico bem elaborado sobre a ingenuidade brasileira, gerando ignorância e criminalidade? A quem interessa tudo isso?” Indaga Cochetto.

Para o advogado criminalista Waldyr Loureiro, uma das causas é a falta de efetivo. “Essa situação não é culpa da polícia, pelo contrário, vemos o empenho e a dedicação heróica de policiais militares e civis que se esforçam ao máximo para servir a população. O problema está na falta de prioridade do governo para aumentar o efetivo. Embora o estado invista em viaturas, armamentos e tecnologia, como câmeras de reconhecimento facial, o número de policiais está muito longe da necessidade real”. Explica Waldyr.

Evandro Seixas Thome

Brasileiro, Tronco Aruake, Etnía Baré, nasceu em Manaus - AM em 1963, cursou filosofia no Colégio Salesiano Dom Bosco, foi legionário da Cruz Vermelha de 1987 a 2001, ocupando cargos de soldado, correspondente, terapeuta. Atualmente é técnico em gestão integrada de resíduos sólidos e Monitor ecologista pelo Observatório da Governança das Águas (OGA); Jornalista/editor do periódico mensal Santa Teresa Notícia (STN) em Santa Teresa-ES. Contatos pelo 27 99282-4408

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