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Uma visão sobre a Segurança Pública em Santa Teresa

Por: Antônio Cocheto

Uma breve análise do cenário municipal no quesito segurança pública 

Quando estamos em um ambiente seguro, confortável, respeitoso, limpo, organizado, onde tudo parece funcionar bem e de forma correta, provavelmente neste lugar não está ocorrendo nenhum milagre, o mais correto é termos a certeza de que estamos diante de um sistema rígido de disciplina, envolvendo áreas da educação, da cultura, das leis. Tudo isso bem aplicado e funcionando em harmonia, certamente gera este tipo de ambiente que todos sonham mas que, infelizmente, poucos tem a oportunidade de vivenciar. No Brasil e no mundo existem alguns lugares assim, onde são definidos principalmente pela população, por sua postura, seus valores, suas atitudes e da forma como escolhem seus líderes.

Em um primeiro momento temos a impressão que não é nada tão difícil de solucionar não é mesmo? Estamos diante de uma situação que tende a piorar, uma vez que índices de criminalidade só crescem? Vamos analisar alguns fatores? 

Educação: Podemos afirmar que no Brasil são direcionados grandes aportes de recursos para esta área, contudo os resultados são péssimos. Muitos jovens abandonam a escola e outros chegam até concluir o ensino, porém com um conhecimento sofrível, os chamados analfabetos funcionais, sem qualificação e bom conhecimento, lamentavelmente ficam vulneráveis a todo tipo de escolhas. Mas afinal, porquê isso acontece? 

Por se tratar de tema complexo e vasto, existem inúmeros livros que tratam somente deste tema. Em resumo, podemos citar: falta de estruturas físicas adequadas, falta de uma linha de ensino moderna e alinhada com países desenvolvidos, regras que tendem a nivelar todos para baixo, como a não reprovação, ou seja,  prejudica a meritocracia, entre outros pontos negativos. Este tema é apresentado e debatido há décadas, porém pouco ou nada muda. Certamente tal condição deve interessar a algum grupo.

Segurança pública: Quem são estes jovens delinquentes e qual o objetivo dos furtos? Podemos afirmar com alto grau de certeza que são jovens sem qualificação, sem trabalho e dependentes de drogas. Daí vem a resposta porque roubam. Para sustentar o vício. É fato que vivemos num país da injustiça e da impunidade. Sistema penal leniente, que tolera o crime. Leis antigas e antiquadas, sendo que muitas propostas de atualização e melhoria estão engavetadas no Congresso Nacional. 

Nas últimas décadas, as leis foram sendo atualizadas na direção do relaxamento das punições, como progressão de regime, saidinhas, audiência de custódia, descriminalização das drogas, etc. A polícia prende em um dia e o meliante está em liberdade no dia seguinte, entre outras regras, todas favoráveis aos que cometem crimes. 

O Tráfico de drogas tem avançado rapidamente, atingindo  cidades do interior. Mais de 90% dos crimes não são elucidados no Brasil. Todos estes fatores criam a certeza de que quem comete crime não será punido. Esta é a principal condição do enorme índice de criminalidade no Brasil. Por outro lado, tudo é desfavorável para a polícia, mídia acusando policiais todos os dias, câmeras no corpo, limitação de atuação, entre outros. 

Diante de tudo isso, é fácil verificar que é devido à incompetência do Estado, ou que é um projeto bem elaborado, aproveitando a ingenuidade e ignorância do povo brasileiro para espalhar a inversão de valores na sociedade e a valorização do erro. A quem interessa tudo isso?

No meu entendimento, a única chance de mudar este preocupante cenário é através do voto, mudando as lideranças do país, escolhendo melhor nossos legisladores, principalmente estes que tem o direito legal de mudar leis, fiscalizar e demitir políticos criminosos. Escolher com critério quem defende claramente os valores essenciais que protegem a população. Para isso é necessário dedicar parte do tempo para acompanhar assuntos da política, analisar como atuam os políticos em geral e buscar fontes confiáveis de comunicação.

Contudo, independente das circunstâncias que definem um cenário preocupante citado anteriormente, fruto de decisões adotadas nas últimas décadas, em âmbito nacional, neste momento temos um poder público local, que é o municipal. Destas lideranças, que incluem o chefe do executivo e seus secretários, todo o poder legislativo, representante do poder judiciário e da força policial, além de outros, todos servidores do público, ou seja, existem em função do pagamento de impostos da população, devem dar as devidas respostas para este e demais problemas. Considerando que tenham compromisso com o bem estar da população, seriedade e competência, esperamos que sejam adotadas todas as ações compatíveis com os poderes que estas lideranças possuem. Por fim, que as ações e resultados sejam apresentadas para o povo, de forma que este possa analisar e decidir se de fato as lideranças estão realmente sendo bons representantes deste ou não.

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Trabalhando sempre na solução de problemas de ordem prática, Antônio Luiz Cocheto é um cidadão profundamente interessado nas causas dos problemas comunitários e suas soluções.

1979 – Técnico em Edificações – ESFA – Santa Teresa – ES

1987 – Administração de empresas – FAGV – Governador Valadares – MG

1997 – Engenharia Civil – UNIVALE – Governador Valadares – MG

2011 – MBA Gestão de Negócios – IBMEC – Vitória – ES                                                                  

 

Evandro Seixas Thome

Brasileiro, Tronco Aruake, Etnía Baré, nasceu em Manaus - AM em 1963, cursou filosofia no Colégio Salesiano Dom Bosco, foi legionário da Cruz Vermelha de 1987 a 2001, ocupando cargos de soldado, correspondente, terapeuta. Atualmente é técnico em gestão integrada de resíduos sólidos e Monitor ecologista pelo Observatório da Governança das Águas (OGA); Jornalista/editor do periódico mensal Santa Teresa Notícia (STN) em Santa Teresa-ES. Contatos pelo 27 99282-4408

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