Seixas Baré – Fotos Divulgação Gaeco
De acordo com análises, há indícios de que haveria intenção em promover o desarquivamento de um inquérito policial com a suposta finalidade da prática de crime de extorsão
A partir de denúncias que chegaram à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, o Deputado Delegado Danilo Bahiense, que é presidente da comissão, analisa indícios da existência de uma organização criminosa composta, entre outros, por um delegado de polícia e um ex-policial civil expulso da corporação.
As suspeitas surgem a partir de elementos colhidos durante a Operação BAEST, deflagrada pelo Ministério Público do Espírito Santo, por meio do GAECO, em maio de 2025, operação que tinha à frente o delegado Romualdo Gianordoli.

O deputado Danilo Bahiense diz que o trabalho do delegado Romualdo foi fundamental para o avanço das investigações. Ainda quando atuava no CIAT, ele coletou dados que indicavam a possível interferência de um dos investigados para influenciar a atuação de um delegado de polícia.
Segundo as informações apuradas, a intenção seria promover o desarquivamento de um inquérito policial e a representação por medidas cautelares, com a suposta finalidade da prática do crime de extorsão.
Até o momento, maiores detalhes sobre a investigação não foram divulgados.
Romualdo
A denúncia feita por Romualdo (Operação Baest) Romualdo Gianordoli afirma que sua destituição de cargos de comando e posterior exoneração foram motivadas por retaliação política.
A Operação
Romualdo liderou a Operação Baest, que investigava um grande esquema de lavagem de dinheiro atrelado ao tráfico de drogas no Espírito Santo.
O estopim
Segundo o delegado, a “quebra de confiança” com o Governo do Estado ocorreu logo após a operação avançar e cruzar com indícios envolvendo autoridades de grande escalão e políticos. Ele alega que sua demissão aconteceu porque tais investigações contra o crime organizado incomodaram a cúpula da segurança.
Situação Atual
Após o rompimento, o delegado moveu processos por calúnia e difamação contra a chefia da Polícia Civil. Romualdo segue nos quadros da corporação por ser delegado concursado. Em paralelo aos embates judiciais e administrativos, ele se filiou ao partido PSD visando uma candidatura como deputado estadual nas eleições capixabas.